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terça-feira, 28 de agosto de 2012

18/06/1911 Grêmio 10 x 1 Inter - Campeonato Citadino de Porto Alegre


Campeonato Citadino de Porto Alegre
18/06/1911
Grêmio 10 x 1 Inter
Local: Escola de Guerra

Grêmio: Teichmann; Schuback e Mordieck; Gruneald, Sommer e Mostardeiro; Mostardeiro I, Bento, Edwin Cox, Moreira e Booth.

Inter: Ávila, Igartua e Médici; Volkmann, Kluwe e Padilha; Túlio, Galvão, Nilo, Simão e Vinholes.

Gols: Edwin Cox (2), Both (2), Moreira (2), Mostardeiro (2), Sommer e Schuback (todos para o Grêmio), e Vinholes (Inter)

17/07/1910 Grêmio 5 x 0 Inter - Campeonato Citadino de Porto Alegre


Grêmio 5 x 0 Inter
Data: 19 de julho de 1910
Local: Estádio da Baixada
Árbitro: Theobaldo Foernges

Grêmio: Teichmann; Depperman e Marteu; Bento, Sommer e Mostardeiro; Gayer, Moreira, Booth, Grunewald e Mostardeiro I.

Inter: Lindemeyer; Mendonça e Volkmann; Vinholes II, Kluwe e Lemos; Poppe, Galvão, Grafrée, Chaves e Vinholes I.

Gols: Mostardeiro, Booth, Geyer, Moreira e Booth (Grêmio)

22/09/1935 Grêmio 2 x 0 Inter - Estádio da Baixada - Campeonato Citadino de Porto Alegre

Campeonato Citadino de Porto Alegre
22 de setembro de 1935

Grêmio: Lara (Chico), Dario e Luiz Luz; Jorge, Mascharenhas e Sardinha II; Laci, Russinho, Artigas, Foguinho e Divino.

Inter: Penha; Natal e Risada; Garnizé, Andrade e Levi; Tijolada, Tupã, Mancuso, Darci Encarnação e Honório.

Árbitro: Francisco Azevedo
Gols: Foguinho e Laci
Local: Estádio da Baixada



Acima: foto do time. Abaixo à esquerda: Foguinho. Abaixo à direita: Lara

O título mais comemorado da história do Grêmio

Nenhum gremista tem dúvida que o título tricolor mais importante foi o Mundial Interclubes obtido em 1983. No entanto, por mais estranho que pareça atualmente, a conquista mais comemorada da história do Grêmio é bem mais singela, embora marcante no seu tempo: o citadino de 1935.

Conhecido como "Campeonato Farroupilha", por ter sido disputado no ano do Centenário da Guerra dos Farrapos, o título foi obtido no Grenal que marcou a despedida de Eurico Lara dos gramados.

Verdadeira legenda tricolor, titular do Grêmio durante cerca de 15 anos, Lara já estava doente, com problemas pulmonares, e teve que ser substituído no intervalo, depois de passar mal. Saiu direto para o hospital, onde faleceria dias depois.

Na decisão de 22 de setembro de 1935, no estádio da Baixada, o Inter entrou com a vantagem do empate, conseqüência de uma derrota do Grêmio para o Força e Luz na rodada anterior. Para piorar a situação gremista, a doença de Lara se agravaria e os médicos não queriam que ele jogasse.

Contam que a confiança colorada era tão grande que um colorado se deu ao trabalho de recolher 11 cachorros de rua e pintá-los de vermelho. O plano era soltar a cachorrada em pleno campo do rival para fazer farra após a conquista do troféu.

Apesar do favoritismo colorado, o primeiro tempo terminou sem gols. O drama gremista aumentou no intervalo. Com fortes dores no peito, Lara foi substituído por Chico.

Veio o segundo tempo e o Grêmio não encontrava o caminho para chegar ao gol de Penha. O zero a zero era suficiente para o adversário. Na época, cada tempo tinha 40 minutos. Faltavam três para a partida terminar quando o Grêmio teve uma falta na intermediária.

Reza a lenda que o também lendário Foguinho se aprioximou do companheiro Mascarenhas e mandou ele levantar na área colorada: - Levanta no meio da área que o Risada vai tirar e eu vou pegar o rebote, teria afirmado.

Verdade ou mito, foi o que aconteceu. Mascarenhas levantou na área, Risada fastou e Foguinho apanhou o rebote. Chutou de pé esquerdo, da meia lua da área, sem deixar a bola cair no chão. Um petardo indefensável. Direto para a rede colorada.

Desesperados, os jogadores do Internacional deram a saída sem muita atenção. Permitiram que Foguinho retomasse a bola e partisse rapidamente para o ataque. O goleiro Penha saiu tentando fechar o ângulo. Foguinho, então, rolou para Laci, que só teve o trabalho de fazer 2 x 0.

A festa começou no campo e entrou noite adentro na Baixada. Emocionado, ao técnico Sardinha sugeriu que o título fosse comemorado todos os anos dali para frente. É por isso que desde 1935, a cada 22 de setembro, o Grêmio realiza, dentro de sua programação de aniversário, o Jantar Farroupilha.

Outra curiosidade sobre o assunto é que muita gente pensa que a festa lembra a conquista do estadual daquele ano, quando o título foi municipal. Naquela época, o Gauchão era decidido entre o campeão de Porto Alegre e o campeão do Interior.

O Grêmio venceu o citadino, mas perdeu o regional para o 9º Regimento, de Pelotas. Mais adiante, quando precisou mudar de nome por ordem do governo Vargas, o time pelotense adotou a denominação Farroupilha também em homenagem à conquista de 1935, no Centenário da Revolução Farroupilha.

A grandeza de um time também se mede pela preservação da sua memória e de suas conquistas.